Quinta-feira, Setembro 25, 2008
por Trinitty
Quanto a mim, eu acredito no quarto. É, acredito sim. Da mesma forma como sinto nostálgica falta de tê-los - vós habitantes e fantasmas - sempre por perto. É se é questão de confessar, confesso que também sinto medo. É. Medo. Não dá pra explicar, é medo e pronto.
Sim, não nos vemos antes de Jonas ser pequeno e já sabemos o quanto está grande. É egoísmo querer que as coisas sejam como antes, por isso não quero que sejam. Quero que sejam mais e melhor.
Devo pedir desculpas a todos, principalmente pra mim e especialmente para Áurea. A mim, porque deixei a vida me engolfar e passei quase um ano sem visitar este quarto, sem escrever, apenas indo e vindo de acordo com a maré de um mar que não é o meu: nem pacífico nem atlântico. Um mar meio morto onde fiquei a boiar. Quero mudar de mares, sem promessas nem dívidas, com dúvidas talvez, simplesmente ir. À Aurea porque vejo nela uma amiga tão presente e tão distante. Presente porque sempre a vejo com bolinhas verdes no orkut, on line no messenger, recebendo convites de comunidades virtuais pela rede. Presente porque é a autora de uma das melhores que já tirei na vida, tendo ao fundo o Vale do Anhangabaú e o prédio onde, sem saber, passaria quase dois anos. Presente porque, de fato, seremos sempre próximas. Distante porque eu acabo por nunca chama-la para uma conversa rápida no messenger ou no orkut, porque nunca respondo os tais convites explicando porque não os respondo, distante porque não nos escrevemos mais. Distante porque a vida nos fica o tempo todo impondo contas, prazos, cansaços. Distante porque ela está lá no Rio e eu estou cá em São Paulo, e nada mais que isso.
E se, por enquanto há pouco, nada ou muito a fazer sobre isso tudo, basta que sigamos em frente, basta que encontremos um modo de tornar o passado ainda mais poético, o futuro mais promissor e o presente, simplesmente, inescrutável.
Toma lá um gole...
Terça-feira, Maio 06, 2008
por Áurea:
Acho que ainda somos nós, mas sem tempo de lembrar.
Algum dia vou escrever grandes coisas - textos enormes para dizer quase nada, ihihihihi - , vou cantar menos desafinado e vamos nos encontrar num quarto confortável, lá no Rio. Tenha certeza!
Respondendo: Marfan sempre será um super-herói; a Italiana depois que virou Seo Hernesto, para mim, se perdeu... Não me ama, eu sei... Magoou-me muito. Se ela mudar de nome, para o que era autêntico, quem sabe? Mas não me ama, abandonou-me; cuspiu na minha alma ao repudiar o espírito de contralto decadente que faz correr o sangue em minhas veias. Posou de macho e quer que todo mundo também seja.
Estou sendo honesta porque o Quarto tem que ficar limpinho pra gente entrar... Sou alérgica, não dá pra embaçamento por poeira...
Para ver, só hoje li o que a Trinity escreveu no fim do ano passado. Mas o quarto vive!
Trinity, por isso você é o máximo! Reativando o quarto. Há quanto não nos vemos? antes de Jonas existir, eu acho. Mas a amizade boa é assim, não se perde com o tempo.
Pois bem, façamos a faxina, pois tentarei postar aqui o que der pra ser. Porque grandes coisas ainda aguarda este quarto!
Toma lá um gole...
Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
Outro ano...
por Trinity
Pensei que um de nós talvez devesse escrever algo ainda neste ano. Algo para a história documentar que não foi (ou foi?) em 2007 que morremos ou nos perdemos.
Gosto de acreditar que o quarto ainda existe. Em algum lugar que não sei ao certo, que não saberia o nome para comprar a passagem na rodoviária. Mas existe, lá.
Queria saber dos outros ocupantes, por onde andam,se ainda comem lanches de madrugada, se ainda serão grandes escritores, super heróis, exímios cozinheiros. Se ainda viajaremos juntos e nos encontraremos pelas cidades do país em domingos chuvosos. Queria saber se a Italiana ainda se chama Seu Hernesto Machado e se a Áurea ainda é a mulher da vida dela. Se Marfan (que no messenger não tem mais esse nome) ainda faz das suas. Se Áurea, agora mãe do (cada vez menos pequeno) Jonas, ainda tem aquela voz maravilhosa e voltará a escrever textos longos sobre algo mais importante que a vida real. Se Ronnie já publicou seu primeiro livro. Se nós ainda somos nós ou se somos outros mais ou outros menos.
Quanto a mim, continuo aqui. Voltei a morar comigo mesma e ouço a chuva caindo abundante sobre a metrópole.
Quanto a nós, sei apenas que somos todos autores de antigos blogs nem sempre com novos posts.
Um 2008 para todos nós!!!
Toma lá um gole...
Quinta-feira, Junho 22, 2006
Toma lá um gole...
Sábado, Julho 09, 2005
por Áurea:
Como podem ver, escrevi coisas novas no template, já andei futucando um bocado os meus outros blogs... Como podem ver, meu computador está de volta, agora com internet grátis e discada. Agora tenho casa, minha casa finalmente me satisfaz - embora meu objetivo seja morar no rio, mas a temporada em Atafona me fará bem, assim espero.
Como podem ver, estou a fim de renovar as aparências, de trazer boas novas, de mudar a vida de vez em quando.
O meu maior passo até hoje foi ter feito um filho. Imagino-me: um filho! uau, é coisa muito diferente do que eu podia pensar; antes eu nunca tive um filho e agora ele mudou tudo e pre-determinou a minha vida; definiu que tenho que viver.
Dentre as novidades que qualquer alma penada que passasse por aqui se interessaria em saber, devo dizer que Ronnie promete agora voltar a ativa! Dentre seus blogs, vai criar um com fim estabelecido e de curta vida: é uma novela em alguns capítulos - ele já se decidiu pela quantidade, já tem tudo matutado - a serem publicados, acho que duas vezes por semana.
Outra coisa que devo dizer só se for qualquer besteira para encher lingüiça; resolvi passar por aqui hoje, já estou atrasada para forrar a cama de Carmem e dar-lhe comida. hoje está frio e a coitada anda muito comelona, deve estar faminta; também tenho que trocar sua água; ontem, maldosa, esqueci de fazê-lo.
Mas é isso. meu interesse, como é o de sempre, é apertar botões e ver se alguém algum dia vai aparecer e me responder; alguém que eu digo são aqueles velhos conhecidos, que a opinião de gente que não nos conhece sempre é bem rasa e não quer dizer nada, não nos dá muita alegria.
Não sou mais jovem, não gosto de novas culturas nem novas amizades; gosto de consistência, de acompanhar um processo até esgotá-lo; e a vida em si é um processo...
Ai, acho que já pirei e minha coluna está doendo. Amém.
Toma lá um gole...
Domingo, Junho 19, 2005
por Trinity
Só coloquei esse post aqui pra Globo não apagar esse cantinho... Pode ser exagero, mas melhor não arriscar
Toma lá um gole...
Segunda-feira, Abril 11, 2005
por Trinity
É estranho, acabei de ler o post da Áurea sobre o quarto, o quarto físico que nunca conheci, e descobri que meu comentário não caberia na caixinha restrita dos comments... É tudo tão estranho quando há distância e o tempo, ambos nos desviando dos caminhos que queríamos, que prometemos, seguir.
Não sei direito como, mas um dia eu passei a fazer parte do quarto. Hoje sei tão pouco desse quarto. Não acredito em culpa, mas é também estranho constatar as coisas que acontecem, acontecendo o tempo todo. O Tradução, onde Trinity passou ser eu, indissociável de mim, já não existe mais, no entanto, Trinity se recusa a morrer. Não, no meu mundo, ela não morrerá depois de ter visto o sol...
Lágrimas a parte, o que eu quero mesmo dizer é que estou com muita saudades de todos vocês. Lívia, Ronnie, Áurea, Marfan. Tô com saudades até do Carlos Alberto com quem nunca falei, e que vai ser papai... Tomara que Áurea consiga fotografar.
Toma lá um gole...
Quarta-feira, Março 30, 2005
por Áurea:
O filho de Carlos Alberto nasce hoje, no mais tardar, amanhã!
Espero conseguir entrar na sala de parto para fotografar.... Estou aqui, aprisionada na casa de Dona Cidinha, aguardando algum telefonema.
ah... aqui não direi mais nada... Só que a salvação do dia se faz por essa boa nova...
Toma lá um gole...
Terça-feira, Março 22, 2005
por Áurea:
Um quarto que não passa de virtual e também abandonado.
Outro dia - noutros dias, algumas vezes - passei em frente, fisicamente, da casa onde você nasceu. Lá tem uma janela que dá pra rua e quem olhasse de lá me veria. A casa é diferente. A suíte deve pertencer às pessoas mais velhas da casa, aos pais. Mas eu penso que uma menina invasora, que também tem computador e blog, penso que uma menina cheia de ursinhos dorme na minha cama. E a cama nem ficou lá...
Quem toma banho em meu chuveiro e no melhor banheiro que já tive, deve sair todo dia pra trabalhar. Talvez a mulher, a mãe da menina de ursinhos - cismo que ali tem menina e ursos de pelúcia - , a menina na verdade dorme no quarto que mamãe dormia, a mãe dela deve ficar na casa e espana a janela e vê novela à tardinha, quando os afazeres domésticos dão pausa.
É um coroa gordo e cabeludo, um rapaz apático e bobalhão, recém-casados, homem de negócios, mulher dondoca e filhos freqüentadores de escola, quem mora lá?
A casa tem uma suíte, mais dois quartos e dependência de empregadas. Tinha o meu banheiro particular que ninguém nunca usou, só eu - e o Ronnie, no final; tinha o banheiro principal, no corredor que dava pros dois outros quartos, com uma área de ventilação, um banheiro que eu não gostava de usar, que achava muito frio e estranho; tinha o lavabo e o banheiro de empregada, no quartinho, que era o banheirinho da minha irmã.
Tô falando disso que... era uma casa cheia de banheiros... ando me mijando toda....
E eu passo ali em frente, a varanda está cheia de plantas... não mais babalu, a cachorrinha caquética de mamãe... nem o cheiro forte de xixi de cachorro em frente a casa, mancha escura no chão, lá fora.
(aH... a paz acabou... chegaram meus irmãos e o Cao, sem desconfiômetro algum, canta porcarias altas, pela casa) não dá mais para escrever.)
Mas é que eu passo lá e naquele lugar nasceu o quarto. Aquele lugar é o quarto da Áurea. No entanto, já não existo lá. Nem nada, ninguém. Sem marcas.
Toma lá um gole...
Sábado, Dezembro 18, 2004
por Trinity
Foto da Áurea, tirada do SESI Paulista, in São Paulo, semana passada... Para os saudosos habitantes do quarto.
É isso,
Abraços Pessoal!!!
Toma lá um gole...
Segunda-feira, Outubro 04, 2004
por Trinity
Não me lembro agora se coloquei os devidos parabéns à Lívia, mas, como não há tempo nem internet de conferir isso agora, publico: FELIZ ANIVERSÁRIO, ITALIANA!!! Tá atrasado, mas acredito que vc não tenha envelhecido muito desde então, quer dizer, ah, tá valendo né?
Um super abraço, aquela coisa toda de aniversários e, digam-me, verdade que estão todos novamente em Campos? O que aprontam por aí?
Toma lá um gole...
Domingo, Setembro 19, 2004
por Áurea:
Aniversário da italiana do Sul!
O que eu posso dizer? Não participei de nada, não pude estar lá, teve festa surpresa ontem à noite e Marfan foi. A italiana não guardou bolo. Falamo-nos hoje por telefone.
Meu bom velhinho levou uma barrada de ferro na cara, quebrou dois dentes e agora desejamos vingança! ronnie inconsolado ao meu lado, puto, planejando coisas. no banho, não parou nem um pouquinho - está obcecado. O super-herói agredido de surpresa, na covardia... Esses metidos a macho tem mesmo que ser castrados, pra mostrar a verdadeira face.
Devo voltar depois pra falar mais do aniversário da amadíssima Italiana do Sul.
Agora tenho que correr pra postar, antes de dar meia-noite, senão confunde tudo...
Toma lá um gole...
Quarta-feira, Setembro 08, 2004
por Trinity:
Áurea Querida, naquela noite, fiquei sem telefone. No dia seguinte, esqueci completamente. Perdoe, por favor.
Pelos comentários que recebi e pelo ritmo dos seus posts, parece que as coisas vão caminhando, não?
Tentarei vir mais ao quarto, mas não vou prometer porque não aguento mais promessas, nem as minhas, nem de ninguém. Parece que são todas fadadas à decepção...
Toma lá um gole...
Quarta-feira, Setembro 01, 2004
por Áurea:
passei pra falar com a Trinity, mas ela não veio
Toma lá um gole...
Sexta-feira, Agosto 27, 2004
por Áurea:
Por que só enxerga por esse lado, como se fosse um coitado e como se eu realmente dependesse de você? Por que se faz de burro, não entende meu desespero, não considera as verdadeiras coisas em vez do que só o seu medo pode ver e insistir, bater na mesma tecla?
Para nós dois juntos, dependo tanto do seu amor, somente dele, da segurança de saber que me ama e olha pra mim. Mas o seu umbigo só quer me humilhar, você quer se livrar de sentir qualquer coisa, acha que quero atirar em você, te possuir, te anular.
Sentindo o que sinto, quero mesmo você pra mim, mas para o meu sentimento ser explorado, eu quero que se sinta livre, quero que tenha tudo. E você não me entende, troca tudo, o sentimento mais completo, por um vazio. Eu te pergunto "o que sente?" vem a resistência "não sinto nada, sou um vazio..." Dê o passo que te peço, dê o passo de me aceitar, de me perdoar, de ser bom com quem você gosta, de não querer fazer sofrer, não sendo tão fracote. Não há porque se confundir, porque amor não é um pensamento. A todo tempo você só tem pensado nisso, não tem sentido, sentido a minha falta ou a minha presença como um bem. E se não pode sentir isso, pode se manifestar com certeza e vigor, não porque eu implorei mas pela sua vontade mais pura. Não pode dizer que tem coragem. Não é o dinheiro que dá coragem. Isso é uma coisa que você não tem: você é fraco, medroso e incapaz, até agora, de tomar qualquer decisão. Não é para te agredir; é que você tem que olhar pra si. Pra você e pra mim também. Deixar de se defender e assumir tudo.
Eu já te disse tudo isso e você não acreditou. Eu disse que tudo tinha acabado mas enlouqueci e me arrastei novamente aos seus pés. Isso é uma vontade muito forte. Uma vontade de você; uma decisão mais forte que tudo e irredutível por você... Que você esteja aqui, que me ame.
A mulher só quer ser amada. E o tanto que se humilha é por uma determinação, doentia que seja, mas determinação. Chegará um ponto em que terei que desistir, se você provar que não é pra mim, que não me ama, que pode estar com outras mulheres. Mas você não diz e não prova. Então, por te querer tanto, eu me arrasto por você, porque acredito que ainda pode me amar, sendo eu o trapo, o nojo que sou. Conheço bem a minha natureza e o que me atrai. A amargura grave de uma mulher decadente me atrai; não que eu queira, mas são os que as vozes fazem comigo. Essa lâmina cortante me envolve completamente.
Se eu sou ruim, nojenta, enjoativa, se se contorce ao ouvir minha voz, ao me ver, se só quer ter a paz de pensar que não existo, seja claro quanto a isso. Não esconda nem se sacrifique por mim. Mas, se apesar de tudo, você ainda sentir a minha falta, ainda achar que eu valho a pena, não desvencilhar seus sentimentos de mim, venha, acredite em mim, me ame, ceda-se, abra a guarda como eu abri, não tenha medo e não pense que quero que se subjulgue.
Ceda ceda ceda ceda ceda ceda ceda ceda ceda ceda... por favor...
Toma lá um gole...