Que merda é essa?:

Tá tá tá... tudo mudou, temos novos membros, mas ninguém está aqui mesmo. Esse era o quarto da Áurea. talvez ainda seja....

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o passo que se apressa

Quarta-feira, Março 30, 2005


por Áurea:

O filho de Carlos Alberto nasce hoje, no mais tardar, amanhã!

Espero conseguir entrar na sala de parto para fotografar.... Estou aqui, aprisionada na casa de Dona Cidinha, aguardando algum telefonema.

ah... aqui não direi mais nada... Só que a salvação do dia se faz por essa boa nova...


Toma lá um gole...

Terça-feira, Março 22, 2005


por Áurea:

Um quarto que não passa de virtual e também abandonado.

Outro dia - noutros dias, algumas vezes - passei em frente, fisicamente, da casa onde você nasceu. Lá tem uma janela que dá pra rua e quem olhasse de lá me veria. A casa é diferente. A suíte deve pertencer às pessoas mais velhas da casa, aos pais. Mas eu penso que uma menina invasora, que também tem computador e blog, penso que uma menina cheia de ursinhos dorme na minha cama. E a cama nem ficou lá...

Quem toma banho em meu chuveiro e no melhor banheiro que já tive, deve sair todo dia pra trabalhar. Talvez a mulher, a mãe da menina de ursinhos - cismo que ali tem menina e ursos de pelúcia - , a menina na verdade dorme no quarto que mamãe dormia, a mãe dela deve ficar na casa e espana a janela e vê novela à tardinha, quando os afazeres domésticos dão pausa.

É um coroa gordo e cabeludo, um rapaz apático e bobalhão, recém-casados, homem de negócios, mulher dondoca e filhos freqüentadores de escola, quem mora lá?

A casa tem uma suíte, mais dois quartos e dependência de empregadas. Tinha o meu banheiro particular que ninguém nunca usou, só eu - e o Ronnie, no final; tinha o banheiro principal, no corredor que dava pros dois outros quartos, com uma área de ventilação, um banheiro que eu não gostava de usar, que achava muito frio e estranho; tinha o lavabo e o banheiro de empregada, no quartinho, que era o banheirinho da minha irmã.

Tô falando disso que... era uma casa cheia de banheiros... ando me mijando toda....

E eu passo ali em frente, a varanda está cheia de plantas... não mais babalu, a cachorrinha caquética de mamãe... nem o cheiro forte de xixi de cachorro em frente a casa, mancha escura no chão, lá fora.

(aH... a paz acabou... chegaram meus irmãos e o Cao, sem desconfiômetro algum, canta porcarias altas, pela casa) não dá mais para escrever.)

Mas é que eu passo lá e naquele lugar nasceu o quarto. Aquele lugar é o quarto da Áurea. No entanto, já não existo lá. Nem nada, ninguém. Sem marcas.


Toma lá um gole...